O que nossa Boca tem Proferido?

Preletor: Pb. Aguinaldo
Texto Base: Jó 2:9-10
Título: O que nossa Boca tem Proferido

9  Então sua mulher lhe disse: Ainda reténs a tua sinceridade? Amaldiçoa a Deus, e morre.
10 Porém ele lhe disse: Como fala qualquer doida, falas tu; receberemos o bem de Deus, e não receberíamos o mal?

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São várias as referências encontradas na Bíblia que falam sobre o poder da palavra. Isso porque a palavra pode mover o mundo e mudar o rumo das vidas, fazendo maravilhas ou estragos. Se a palavra proferida for construtiva, cheia de misericórdia, bem intencionada e dita sob meditação será uma palavra que irá gerar bons frutos, mas uma palavra egoísta ou dita sem reflexão certamente será nociva e poderá causar grandes danos.

Desta forma, temos dois tipos de palavras: as dos justos e as dos ímpios, sendo que os justos usam suas palavras de forma a agradar a DEUS e os ímpios a usam de forma errada, causando a ira do SENHOR, conforme veremos mais detalhadamente nos tópicos seguintes.

I- O uso incorreto da boca

O ímpio tem prazer em usar a sua boca para proferir palavras frívolas, que machucam, que destroem planos e que secam vidas. O homem perverso com a sua boca levanta contendas, espalha calúnias e separa os maiores amigos. O insensato murmura e blasfema com as suas palavras. O injusto amaldiçoa o homem, zomba do justo, persuade e faz tropeçar aqueles que lhes dão ouvidos. Mas a Bíblia nos diz que “a boca do tolo é a sua própria destruição” (Pv 18:7).

Em Provérbios 6:16-19 encontramos seis coisas que aborrecem ao SENHOR e uma que ELE abomina. Dentre as seis atitudes que aborrecem a DEUS, duas se referem diretamente ao uso da língua para mentir.

A atitude que DEUS abomina é o semear a contenda entre os irmãos, atitude também referente ao uso incorreto da boca.

Por isso, irmãos, devemos ser cautelosos ao falar se não queremos que a ira do SENHOR venha sobre nós.

II- O uso correto da boca

O justo busca a sabedoria que vem de DEUS, atenta aos Seus mandamentos, medita no que há de falar e procura refrear a sua língua. O homem sábio se desvia das tortuosidades da boca, se afasta das perversidades dos lábios e a sua boca é um manancial de vida. O misericordioso abre a boca em favor dos aflitos, pobres, injustiçados e necessitados. Com a sua boca glorifica e bendiz ao PAI os homens que são retos e as suas palavras abençoam as outras pessoas. O homem íntegro produz sabedoria em abundância com o seu falar e apascenta a muitos. O homem virtuoso guia o seu companheiro e promove a segurança através de seus conselhos. O longânimo diz palavras brandas que desviam o furor. O homem direito, com a sua boca confessa as suas transgressões, as deixa e alcança misericórdia.

Na boca daqueles que temem e servem a DEUS deve haver palavras de paz, amor, conforto e, nos momentos necessários, de repreensão também. Aqueles que fazem o uso correto da boca agradam a DEUS (Pv 23:16), são sinceros, verdadeiros, amigos e imitadores de CRISTO.

III- O peso do uso de nossas bocas

Precisamos atentar a cada coisa que dizemos. A forma como usamos a nossa boca é observada em todo o tempo pelo SENHOR. ELE já nos adverte em Sua palavra que “a morte e a vida estão no poder da língua” e que “aquele que a ama comerá do seu fruto” (Pv18:21). É nos dito também neste mesmo livro que “o lábio de verdade ficará para sempre, mas a língua mentirosa dura só um momento” (Pv 12:19).

JESUS nos diz em Mateus 12:36-37 que nós daremos conta das palavras que falamos e por elas seremos condenados ou justificados no Dia do Juízo. Então, é grande o peso daquilo que falamos.

Conclusão

O que sai de nossas bocas são mais do que simples sons. O que dizemos são palavras que têm poder. A nossas bocas devem ser usadas para proclamar as boas novas e curar vidas. Como filhos de DEUS nós precisamos usar nossas palavras para o bem.

Que os nossos corações estejam cheios do amor de DEUS e de tudo aquilo que agrada ao PAI e que os nossos lábios sejam purificados pelo SENHOR para produzirem bons frutos e refrigério para as almas.